Quando eu era
criança, com + ou - 8 anos, minhas irmãs diziam que quando eu
ficava com raiva as minhas unhas cresciam, rs, geralmente era o que
eu usava para atacá-las quando
brigávamos.
Meu pai faleceu
cedo, deixando minha mãe viúva e com cinco filhos pequenos. Minha
mãe era do lar, como eles não eram casados oficialmente e meu pai
morreu logo que ficou doente, não tínhamos pensão e passamos por
momentos terríveis. Com a escassez de dinheiro, inventávamos outros
meios para nos distrair.
Geralmente eu
sempre queria participar das peripécias que minhas irmãs mais
velhas inventavam e oh que criatividade - hoje eu acho graça - mais
elas me fizeram chorar várias vezes fazendo com que eu acreditasse
que estava ficando verde! Outra coisa que minhas irmãs sádicas
faziam comigo eram: amarrar-me e sair correndo, me deixar cair no
chão...rs e este era o nível de travessura delas. Eu revidava
sempre que podia, uma noite me trancaram do lado de fora do quintal
e apagaram as luzes, quando finalmente elas me deixaram entrar eu
mordi a barriga de uma delas {não vou por os nomes mais elas sabem,
rs}.
O que fazíamos
juntas que eu amava muito era comer fruta em cima da árvore (tem
coisa melhor do que chupar manga e comer goiabas fresquinhas?) Um
belo dia, sem ter muito que fazer, subimos em cima do muro e
atravessamos todo o quintal ¬ este era comprido e em subida dessa
forma \ ficamos raladas + foi bem
divertido.
Fazíamos
traquinagens com os transeuntes da nossa rua, quando eles passavam,
nós ficávamos fazendo barulhos horríveis escondidas atrás do muro
ou em cima da árvore, uma bela mangueira que quando não tinha
frutos, ficava com as folhas bem verdinhas e cheias o que era bom
para se esconder, cansamos de ver pessoas saírem correndo ou dando
risada dos "fantasmas da mangueira". Bons tempos aqueles e que
estão guardados com carinho no lado esquerdo do
peito.
Eu era a destemida
da família sempre que a bola caia no escuro, era a Margareth que ia
buscar, também me colocava para perguntar tudo e me fantasiavam
para pedir uma "esmolinha" para os parentes quando iam visitar lá
em casa, mais tarde me confidenciaram que o motivo era eu ser
pequena, assim nossos pais não iriam brigar conosco. Lembro bem de
como me arrumavam: manta, óculos e uma caneca de alumínio e eu
tinha que ir imitando um velhinho...como era
engraçado!
Isso me faz lembrar
dos parentes queridos que já foram não tem como deixar de ser
saudosista com tantos momentos bons e é melhor parar por aqui pra
não deixar a alegria ir embora! E viva a
sexta-feira!
att,
Margaret